No início do terceiro período, realizaram-se algumas experiencias que tiveram de ser desprezadas. A experiência consistia em verificar como variava a intensidade da corrente eléctrica com a variação da concentração dos microrganismos em estudo, no caso, a bactéria E.coli.
Como normalmente, tínhamos efectuado algumas previsões quanto aos resultados que deveriam ser obtidos. Com a diminuição da quantidade de microrganismos por unidade de volume, existiria menos libertação de electrões dos compostos orgânicos metabolizados pelas bactérias e, consequentemente, o número de electrões a ingressar no circuito eléctrico é menor. Visto a intensidade da corrente depender da quantidade de carga e sendo os electrões as unidades transportadoras de carga, ao diminuir a quantidade de bactérias, diminuem-se as unidades transportadoras de carga no circuito. Era então de se esperar que a variação da intensidade da corrente eléctrica variasse de forma directamente proporcional à variação da concentração de E. coli no meio. Esses não foram os resultados obtidos.
Nos resultados obtidos, com a diminuição da concentração de microrganismos no meio, a intensidade da corrente eléctrica podia subir ou descer: Não apresentava existir uma relação directa entre as duas variáveis em estudo. Veio posteriormente a constatar-se que a condutividade eléctrica das grafites que serviam de eléctrodos era diferente. A condutividade eléctrica tem influência na velocidade das cargas, neste caso, dos electrões, pelo meio, no caso, as grafites. Se a condutividade era menor, por unidade de tempo passariam menos electrões no fio. Sendo a intensidade da corrente eléctrica definida como a quantidade de carga por unidade de tempo, a intensidade medida em materiais com diferentes condutividades eléctricas varia.
As diferentes condutividades eléctricas das grafites utilizadas impossibilitaram a obtenção de resultados viáveis.

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